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Era, uma vez, um menino
Que, ainda bem pequenino,
Descobriu, todo contente,
Que palavra é que nem gente:
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Umas são festas e alegria,
Como palhaço e folia;
Outras são sempre tristeza,
Como doença e pobreza.
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Percebeu o menininho
que a palavra carinho
Até as plantas entendem,
Todos os seres compreendem,
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Não se conteve e gritou:
"Carinho é filho do Amor!"
O menino descobriu,
Ficou feliz e sorriu,
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Que algumas são brilho, luz,
Como a palavra Jesus;
Outras são dura verdade,
Como tempo, dor, saudade;
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Palavras, pura beleza,
Como homem e natureza.
Palavras, só emoção,
Como poesia e canção.
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Descobriu que a mais querida
É sempre a palavra Vida.
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O menino, então, dormiu
E uma palavra o cobriu,
Lençol que não é de pano,
Feito de paz e de sono.
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4 comentários:
Que linda,menina! Me emocionou,de verdade.Pura sensibilidade,luz e beleza.Paz"
Amei o poema e o blog. Com certeza, estarei sempre por aqui.
Bjs
Muito boa ideia: postar poemas de renomados poetas. Gosto especialmente desse´poema do Cineas Santos pq ele mostra para as crianças o fantástico mundo das palavras.
Adorei esse livro...tanto que recomendei aos meus alunos como livro paradidático do bimestre.
Agora...preciso elaborar uma provinha...se alguem tiver idéias...agradeço!
Um grde bjo
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