segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

As nuvens e as infâncias - José Augusto G. de Almeida

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“Olha aquela, é um avião”.
“Estou vendo uma flecha”.
“Uma carroça”.
Era assim que passávamos horas e horas nos divertindo com as nuvens, que,
para todas as crianças daquela época não eram nuvens,
eram animais, objetos dos mais diversos, todos os que podíamos imaginar
Do que elas eram feitas?
Tal curiosidade não era o suficiente para tirar nossas atenções.

Vislumbrávamos mais um macaco que acabara de se formar, minutos antes a mesma nuvem
era um elefante, ou uma elefanta? Nossa meninice se enveredava pelos ares todas as vezes que
chegávamos da escola primária, nosso passa tempo predileto,
tirando os brinquedos que criávamos e os esmerilávamos nas ruas de chão
do bairro pobre da cidade.

Ah, aquilo sim era infância!
Agora, somos homens crescidos, cada um seguiu um rumo diferente.
Continuo a ver “coisas” nas nuvens.

Infelizmente meus filhos não conseguem, para eles, as nuvens são nuvens, apenas nuvens.
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